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quinta-feira, 5 de abril de 2012

Dinamicas para Trabalhar baixa Auto-Estima - Perg. Internauta

Olá!!
Tenho que desenvolver um projeto para trabalhar com o grupo de mulheres  (mulheres com baixa auto- estima ) do CRAS - CENTRO DE REFERÊNCIA DE ASSISTÊNCIA SOCIAL, pretendo trabalhar alguns temas com o grupo, portanto gostaria de algumas sugestões, conheci o blog e amei, parabéns!
Aguardo resposta!
Oi, que bom que gostou do blog!
Para que eu possa te ajudar, preciso que especifique melhor sua necessidade.
 Quais as características do Grupo?
Quais necessidades?
Qual o objetivo desse projeto?
No aguardo.
Abraços,
Lilian Bendilatti
                             www.centrodenumerologia.blogspot.com

Olá!!
Tenho que desenvolver um projeto de intervenção com um grupo de mulheres. São mulheres em  situação  de vulnerabilidade social, que participam do grupo de mulheres de um  Centro de Referência de Assistência Social. Percebi que um dos problemas dessas mulheres é a a questão da baixa auto- estima, advindo de conflitos familiares( pais e filhos, maridos e esposas), mulheres soro positivo,famílias sem nenhuma renda econômica ( algumas sobrevivem com o Bolsa Família, ou seja apenas com benefícios sociais), etc. Então estou pensando em trabalhar temas referentes( relacionamento pais e filhos/maridos e esposas, sexualidade,etc. Enfim, o projeto tem como objetivo melhorar a questão da auto-estima, mostrando para elas o quanto são importantes, e que as mesmas precisam se auto-valorizar. Portanto gostaria de orientações acerca do exposto, com sugestões de temas que podem ser trabalhados, dinâmicas, oficina,etc,. Ou, até outra forma de como realizar esse projeto . Sei que pode contribuir bastante para que possamos desenvolver um bom projeto. Obrigada pela atenção! Aguardo resposta!
 Um forte abraço!
E. boa tarde!
É  difícil fazer uma orientação específica com tão poucos dados. Não sei qual o perfil exato do grupo, qual o tempo que tem para trabalhar com eles, quantos são, etc. Mas, vou te contar uma experiência que tive, trabalhando com pais de uma Instituição a qual faço parte. Eram pais que tinham seus filhos matriculados na creche e em um núcleo dessa instituição e fazem parte da comunidade de Americanópolis. Esses pais são, também,  de uma comunidade carente e como você disse em situação de vulnerabilidade. Se mantém com apoio dessa Instituição que faço parte e de apoio do governo. Muitas famílias são comandadas pelas mães, ou devido aos pais terem ido embora ou estarem presos. Convivem com a criminalidade, etc.
Pois bem, com eles utilizei várias técnicas, mas para iniciar o trabalho tentei escutá-los. Usei algumas técnicas de aquecimento e integração para que se conhecem melhor e se integrassem. (Veja que é importante gastar um tempo maior nessas atividades, mais sessões, pois só dando tempo a eles que terão confiança para se abrirem e se sentirem mais à vontade).
Para levantar os problemas que os afligiam, busquei ouvi-los,  informações com a instituição e usei uma técnica que você deve conhecer que é. Cada um colocar em uma tira de papel o problema que mais o está afligindo (para as pessoas que não sabiam escrever, pedi para que me falassem em particular e eu mesma escrevi na papeleta). Depois que todos terminaram coloquei todos os problemas em uma caixa ou saco. Expliquei que cada participante iria tirar uma tira de papel do saco e iria dar sua sugestão de como resolver aquele problema. Portanto ninguém era identificado nas tiras e outra pessoa iria dar a opinião para resolver aquele problema em questão. Depois que essa pessoa terminasse de dar sua opinião era aberto para que o grupo pudesse opinar. Esse trabalho é muito rico, pois além de a pessoa poder ter uma visão de seu problema por outro ângulo, possibilita que pessoas que estão vivendo o mesmo problema possam se abrir e contribuir, também. (Essa dinâmica será escrita com mais detalhes em meu blog, futuramente).
O que percebi muito com esse tipo de grupo é  que as atividades devem ser, preferencialmente, propostas para pequenos grupos, inicialmente e depois aberta para o grupão. Já que muitos têm dificuldades para se expressar, de compreensão, etc. Conforme se vai conhecendo o grupo pode-se ir colocando junto,  pessoas que possam ajudar as que têm mais dificuldade.
Durante o tempo que estive com eles fui aprimorando o levantamento de necessidades e trabalhando os assuntos, conforme foram aparecendo.
Para esse grupos é bom tentar abordar os assuntos de forma prática, que esteja de acordo com seu cotidiano. Por expl.: usar estórias, jogos e exercícios que sejam de fácil entendimento. As estórias precisam ser contadas e interpretadas, não lidas. Várias das dinâmicas que tem em meu blog podem ser usadas. Mas, vou disponibilizar mais delas, vá acompanhando.
Outro aspecto importante para lidar com esse grupo e se colocar disponível para um suporte emocional. Não é para fazer terapia com eles, mas para dar apoio e se sentirem aceitos.
Espero, pelo momento ter te ajudado.
Quanto tiver mais detalhes vá me informando que tento te ajudar.
Lilian Bendilatti
                             www.centrodenumerologia.blogspot.com

 

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